TARCÍSIO SILVA

 

Quem sou eu? Hummm! Faz cinquenta anos que busco uma resposta para essa pergunta fundamental. Mas em todo caso...

 

Tarcísio Silva. Passei a infância na praia de Piedade, ao Sul de Recife e a adolescência às margens do Rio São Francisco entre Petrolina-PE e Juazeiro-BA, onde tive oportunidade de aprender a velejar em jangadas, canoas e paquetes,. Pintor e escultor de formação, licenciado pela UFPE, desiludido com a carreira artística, - depois de muitas viagens pelo país e ilhas do Caribe para construir um currículo enorme com exposições individuais e participação em diversas coletivas e bienais nos mais importantes museus e galerias de arte do Brasil e do exterior - ao chegar aos trinta e cinco anos percebi que o mercado de arte tem razões que a própria razão desconhece - e, com os bolsos às avessas, decidi mudar de rumo e realizar o antigo sonho de trabalhar e morar a bordo e tornar-me literalmente cidadão do mundo.

Assim, a partir de 1994 passei a navegar, embarcando em diversos veleiros oceânicos. A princípio como aprendiz, depois marinheiro, imediato e finalmente comandante; fazendo deliveries (traslado de barcos) pela costa brasileira, entre Natal, Fernando de Noronha e Paranaguá. Em seis anos naveguei mais de 15.000 milhas náuticas, a maior parte na companhia do meu mestre Fernando Godoy. Com essa atividade conheci a fundo muitos modelos de veleiros de série e artesanais, aprendi e passei também a prestar serviços de manutenção, instalação de equipamentos e reformas.

Em 1999 iniciei a construção do meu primeiro veleiro, o “Polinésio” (referência a origem dos catamarans), um catamaran de 21 pés (6,60 m) seguindo o projeto do designer inglês James Wharram, uma lenda viva nesse tipo de embarcação.

Em novembro de 2000 o Polinésio ficou pronto. Embarquei a família e parti para uma viagem de Recife-PE a Parati-RJ, que durou cinco anos, passando a morar a bordo desde então. Detalhes dessa viagem podem ser vistos em www.veleiro.net/polinesio e no livro “Polinésio: O sonho a construção e a viagem do meu primeiro veleiro”.

 

Desde a partida, o Polinésio se tornou um estaleiro flutuante e tenho prestado serviços de construção e reforma de veleiros, especialmente catamarans, indo até o porto/cidade do cliente.

Os principais trabalhos que realizei nessa área estão detalhados na página Polinésio Catamarans – Barcos que construímos.

 

Atualmente na Praia Grande de Parati, no extremo sul do Rio de Janeiro, continuo morando a bordo do Polinésio  - ancorado em frente ao estaleiro, na companhia do meu filho Pedro, estou construindo o Polinésio 2, um catamaran de 36 pés (11 m), projeto nosso, para uso próprio; e o Bagual, um multichine 28’, projetado por Astrid Barros - filha de outra lenda do design, Roberto Barros, o Cabinho – para um cliente. Veja fotos e narrativas sobre a construção desses barcos em Polinésio 2 – Vahine 36’, MC 28’ Bagual,Carina 14.4’ e Bracuhyzinho².

Polinésio

+55 (24) 9989-4765

polinesio@polinesio.net